O lugar principal tem de ser do futebol, e não de apostas ou jogos de azar
Por Mariano Soltys, filósofo e professor

Recentemente vimos times como Uruguai, Holanda e Alemanha fora da Copa. Há quem ache que a Inglaterra não esteja tão bem assim, também. Vimos empates de Portugal e Espanha no início da Copa, então as surpresas vêm acontecendo a cada dia, para quebrar qualquer bolão ou jogo de aposta, para a banca comemorar.
Afinal, o jogo de aposta envenenou o esporte, que no Brasil parece que se vendeu de corpo e alma. A probabilidade engana muita gente, e lembra o pensador Pascal, que tratava do tema. O fantasma do 7×1 já se foi, então a seleção brasileira tem chance, apesar de muita gente torcer para a Argentina, uma quase lesa traição da pátria.
Felipão
Romário – Esses tempos li o livro de Cajuru, e lá havia entrevistas muito curiosas, como de Felipão, de Romário, dentre outras. Mesmo em 2020, sem o Romário, levamos a taça. Agora temos o Neymar, que para o moral do time é essencial, e mais ainda, da torcida. Comemorei a ida de Neymar. Sabia que dessa vez, teremos chance de ganhar, porque o time não entrou de salto alto, mas na humildade, o que faz o time jogar mais no coletivo.
Temos qualidade em vários jogadores da Seleção. Isso é provado em cada jogo. Podemos obter o gol de qualquer um do time, porque temos feras em cada posição. Como tratava Platão em sua teoria de justiça, é cada um fazer melhor o que pode, em sua classe.
Virtudes
Temperança – Também virtudes como a temperança parecem estar no time, mesmo perdendo para o Japão, viramos o jogo. Em 2002 haviam tentado tirar o técnico também, mas ele ficou, e assim trouxe a taça. De Romário, comentaram algo de uma aeromoça, acho, segundo escreveu Cajuru, assim o tirando do time de 2002.
Já em 1994, Romário fez a Copa, e assim, quem o critica hoje não presenciou o show dele naquele evento, que era nos EUA, onde mais uma vez poderemos levar a taça. Era Romário e Bebeto, e os gols aconteciam.
2026
Taça – Mas agora em 2002, repetindo novamente a descrença da torcida no time, bem como de uma mídia que sempre bate nas coisas, não se pode ver tanta diferença entre 1970, 1994 e 2002. Já comentei que a história parece se repetir, lembrando do filósofo alemão, Hegel.
Poderei estar errado, mas tudo indica que os times grandes vêm caindo e dando chance maior para o Brasil levar a taça, fora a Argentina, que estará em nosso caminho, talvez após Noruega. Fato é que o lugar principal tem de ser do futebol, e não de apostas ou jogos de azar. A moral e a ética desportiva devem prevalecer.
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