Só faz de alguém que não se contentou com o próprio teto
Por Nicole Fernanda Pillati Pereira,
futura escritora

O mesmo coração que bate, o mesmo chão que chama, o mesmo tanto de incerteza quando a noite chega. Ninguém nasce com constelação no bolso. A diferença começa no pescoço: tem quem curva para contar os próprios passos e tem quem ergue para contar pontos de luz.
Pedaço de longe
Horizonte – Olhar para as estrelas não faz de ninguém melhor. Só faz de alguém que não se contentou com o próprio teto. É gente que tropeça igual, que erra o caminho igual, mas insiste em carregar no olho um pedaço de longe. Enquanto uns medem a vida em muros, outros medem em horizonte. E só isso já muda o tamanho do quarto onde moram.
Falta
Mão – Somos iguais no pó, no sono, na fome. O que nos separa é para onde apontamos a falta. Uns tapam com a mão. Outros deixam vazar e virar pergunta. E a pergunta, quando é honesta, tem o costume de virar caminho.
No fim, a estrela não desce para buscar ninguém. É a gente que aprende a andar no escuro com a cabeça acesa.
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