MARIANO SOLTYS: FILME “MICHAEL” E A MINHA EXISTÊNCIA

FILOSOFIA DO SUL SÃO BENTO DO SUL

Para mim foi o maior último artista pop que tivemos

Por Mariano Soltys, filósofo e professor

Quando era criança, lembro de ter ouvido uma música que estava fora do tempo, que parecia ser de outro mundo, ou muito diferente do que já havia ouvido. Era Michael Jackson. Na TV passou certa vez algum clipe de Thriller, e não raro passava talvez uma cena de outra música.

Um vizinho, amigo mais velho, o Mário, tinha um disco de Michael, e assim ouvi o LP, depois emprestando por um dia, tocando em receiver de pai, numa tecnologia que parecia ser o melhor dos anos 80, ou um dos melhores acessíveis ao trabalhador. Depois não mais emprestei, e ficou na memória e nas brincadeiras de imitar o passo Moonwalker.

Anos 90
Fita k7 – Nos anos 90, já morando em outra residência, tive o videogame Mega Drive quando ganhei um cartucho contendo quatro jogos – um era o Moonwalker. Admirado fiquei com as adaptações das músicas, no processador do videogame, e assim cheguei a gravar essas músicas em uma fita K7, levando a amigos para ouvir o som, ainda muito amador, que adaptei do chip para a fita.

Na época o jogo não salvava, daí para zerar tive de deixar pausado durante a noite, e assim curti todos os sons do game Moonwalker, entrando no universo de Michael, mas sem ainda ter visto o filme.

Efeitos especiais
Pai e irmãos – O filme Moonwalker muito depois fui ver, admirando-se com efeitos especiais, bem como do perfil sempre visionário do músico. Já no filme atual, percebe-se a trajetória do jovem Michael, antes de Black and White, focando-se no rigoroso pai, nos animais do menino, na relação próxima com a mãe, com segurança.

Também com irmãos, em Jackson Five, que eram muito talentosos, e famosos também. Depois quando falece Michel, seus discos vendem novamente, seus games, e até de dança, sendo que pessoas consomem sua produção cultural.

Emprego
Elvis – Quando tive meu primeiro emprego, na Condor, lembro de brincar e imitar Michael Jackson. Para mim foi o maior último artista pop que tivemos, ao tamanho de um Elvis e outros. Tive a felicidade de viver isso. Pena de não ter acompanhado ele na gravação no Rio e Salvador, quando esteve no Brasil.

Parecia um cara gente boa, pelo que mostra o filme. Quanto às polêmicas judiciais, ele foi inocentado de todos as acusações, apesar de 20 equipes do FBI investigarem sua vida, segundo um vídeo que vi.

Vitiligo
Rei – Lembro mais recentemente de ter visto um vídeo em que ele dançou na TV, junto a Britney Spears. Também no último ano, tive manchas no corpo, talvez vitiligo. Isso lembra o rei no pop, que também sofria de vitiligo, segundo imagens refeitas por IA, que retiraram a maquiagem, que ele utilizava.

Em momentos de solidão, eu ouvia uma das melhores músicas de Michael, na rádio Antena 1, a Human Nature, que parece além do tempo, muito atual. Michael enlouquecia a plateia, sem exceção.

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