Quem aprende a ver o simples descobre que a vida não esconde seus tesouros
Por Nicole Fernanda Pillati Pereira,
futura escritora

Simplicidade é casa de porta aberta. Não pede enfeite, porque já é inteira. Ela mora no vapor que sobe do café coado devagar. Mora no passo descalço na madeira fria, no silêncio que fica entre duas pessoas quando já disseram tudo sem pressa. Não tem pressa de chegar, porque ali já está.
Letra torta
Pão – A beleza da simplicidade não grita. Ela acena. Está na roupa no varal dançando com o vento, no caderno com letra torta, no pão repartido ainda quente. É quando o pouco vira suficiente e o suficiente vira festa.
Rir
Tarde – Simplicidade é olhar pela janela e achar que a tarde basta. É rir sem motivo marcado, dormir sem dívida com o dia, acordar e agradecer o teto, a luz, o pão. Não precisa de cenário. Só de presença.
Mão
Olhar – Quem aprende a ver o simples descobre que a vida não esconde seus tesouros. Ela deixa tudo à vista, sobre a mesa, esperando mão desocupada e olhar desarmado. E quando a gente aceita o pouco, o mundo inteiro cabe nele.
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