DO TELEFONEMA À AMBULÂNCIA: COMO FUNCIONA O ATENDIMENTO DO SAMU

SANTA CATARINA

Chamado para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência deve ser feito pelo 192

Em momentos críticos, saber como funciona o atendimento de urgência pode fazer toda a diferença. Em Santa Catarina, o número 192 conecta diretamente o cidadão ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atua de forma integrada para garantir resposta rápida em ocorrências com risco à vida.

Ao realizar a ligação, o contato é encaminhado para a Central de Regulação das Urgências (CRU), estrutura responsável por organizar e direcionar os atendimentos em todo o Estado. É ali que começa um processo que envolve avaliação, definição de prioridades e escolha do recurso mais adequado para cada situação, de acordo com a coordenação do serviço em Santa Catarina.

Foco
Critérios – Segundo a coordenação, o Samu atua em casos de urgência e emergência ligados à saúde, sempre com foco na preservação da vida e na redução de possíveis sequelas.

O atendimento inicial é feito pelo Telefonista Auxiliar de Regulação Médica (TARM), profissional treinado para acolher a chamada, identificar o tipo de ocorrência e coletar informações essenciais, como localização e condição da vítima.

Em seguida, os dados são repassados ao médico regulador, que analisa o caso, classifica o nível de gravidade e define a conduta a ser adotada – que pode incluir desde orientações por telefone até o envio de equipes especializadas.

Recursos disponíveis
Etapa seguinte – A partir dessa avaliação, são mobilizados os recursos disponíveis mais adequados. Dependendo da ocorrência, podem ser acionadas ambulâncias de suporte básico ou avançado, equipes aeromédicas ou até motolâncias, conforme a necessidade e da disponibilidade.

Na etapa seguinte, o rádio operador acompanha em tempo real a localização e a disponibilidade das viaturas, acionando a equipe mais próxima do local. Todo o fluxo é guiado por protocolos técnicos e monitorado por indicadores de desempenho, como o tempo de saída da base e o tempo de chegada ao atendimento.

Informações
Orientações – Para contribuir com a agilidade do socorro, é fundamental que quem faz a ligação forneça informações claras e siga as orientações repassadas durante o atendimento.

Em situações de acidente, é importante informar o número de vítimas e se estão conscientes, evitar oferecer líquidos, não movimentar feridos (especialmente motociclistas) e, se possível, sinalizar o local para evitar novos incidentes.

Em casos de parada cardiorrespiratória, a orientação é manter as compressões torácicas até a chegada da equipe, conforme instruções recebidas por telefone.

Uso consciente
Chamadas indevidas – A coordenação frisa que o uso consciente do serviço também é essencial. Chamadas indevidas, como trotes, ocupam as linhas de emergência e podem comprometer o atendimento de quem realmente precisa, colocando vidas em risco.

Foto SecomSC/Arquivo

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