MARIANO SOLTYS: O PETRÓLEO MADURO, A MÁSCARA NA FACE DAS SUPERPOTÊNCIAS E A NOVA ORDEM

FILOSOFIA DO SUL SÃO BENTO DO SUL

Isso nada tem a ver com Direita ou Esquerda, mas com poder

Por Mariano Soltys, filósofo e professor

Longe da dualidade de Esquerda e Direita, ou de socialismo e comunismo, as superpotências mascaram seus interesses com a geopolítica. A China, reunião de capitalismo e socialismo, ou mais comunista, mantém um poder em sua região, e os Estados Unidos, supostamente capitalista e democrático, mantém o poder na América Latina. Também a Rússia considera o Zelensky ilegítimo, e assim vai. Fosse este, a União Europeia condenaria mais. Já os EUA dizem que estão em seu “quintal’.

Meio neutra
Chefia de cartel
– A Europa pouco opina, numa situação meio neutra, e o mundo vai por interesses: mais financeiros que democracia, ou que a desculpa a que voltou atrás o governo americano, que era de chefia de cartel por parte de Maduro.

O Brasil, de pronto, criticou a operação, e temos por aqui felizes venezuelanos, mais felizes que por lá. Vi um rapaz comemorando aos gritos, lá pela Argentina, e os jornais não paravam de documentar a prisão de Maduro, um ato que desafia os tratados internacionais e o direito internacional.

Besta apocalíptica
Leviatã
– Manda quem pode e obedece quem precisa, e isso nada tem a ver com Direita ou Esquerda, mas com poder, e assim faz valer a filósofo Thomas Hobbes, pois temos um monstro Leviatã, ou mesmo alguma besta apocalíptica, que desafia a Deus e ao mundo. No pensamento de Maquiavel, o que importa é governar bem.

Os EUA estão usando a Estratégia de Segurança Nacional (ESN), em vez de somente se dizer defensor de leis e do Direito, uma vez a Rússia já havia desmascarado esse discurso americano.

Claro que isso tudo revela um pouco de uma Nova Ordem Mundial e de um fantoche que pode ser um tanto de uma Israel, não da Bíblia, mas de uma ideia criada para sustentar essa NWO, após 2ª Guerra.

Trump 2.0
Parceiros –
A abordagem de Trump 2.0 é hiperrealista e já não joga com o discurso de Direito Internacional, mas fala do poder mesmo. Somente os parceiros venezuelanos, como China e Rússia, criticaram o ato de Trump (e nosso presidente), mas não se pode negar que em Direito Internacional não se pode deixar de discordar com ações de interferência na soberania.

Até o Papa
Soberania –
Até o Papa falou que o ato feriu a soberania. O tema vai além de direita e esquerda, que não são tão diferentes, como ensinava Norberto Bobbio. O fato se resume em geopolítica e interesses de poder, que talvez estejam de mãos dadas, na ilusão popular de se beneficiar após isso tudo, mas sendo o povo o último a receber com toda essa ação. Talvez o tema se resuma como ocorreu com Afeganistão e Iraque: tudo pelo petróleo, um petróleo que já estava “maduro” para os EUA.

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