Essa nova geração vive mais nas telas do que na vida real
Por Mariano Soltys,
filósofo e professor

Vemos atualmente uma série de transformações sociais – e mesmo ideológicas – e uma nova geração que vem. Ocorre que essa nova geração vive mais nas telas do que na vida real. Desse modo, ocorre que coisas simples, como a colonização de nosso País, em comparação os Estados Unidos (Nova Inglaterra), as conquistas sociais, bem como outros fatores, a história é esquecida.
Pudera: a nova geração se preocupa mais com futebol e jogos de videogame, que com a política. Desse modo, existem mais seguidores, que pessoas críticas, em formação. Não raro se vê na escola, ou mesmo no trabalho, a falta de um ambiente transformador. A intenção é manter o status quo.
Telas
Choque – Assim não se busca a mudança, e mesmo onde se busca, o fato é que a juventude está em um paradigma, sem perceber. Sair um pouco das telas leva a um choque de realidade. Talvez esse paradigma atual se veja assim revelado. Longe de trends e de vídeos de redes sociais, a realidade constrói lutas legítimas. O boleto tem de ser pago. Dizem que nos EUA o povo vota pelo dinheiro, e assim que escolhe. Aqui se escolhe algo que está na moda. A juventude caminha com a moda.
Ver a vida
Humildade – Os novos modos de ver a vida nem sempre estão certos. Não é por ser um novo paradigma, que o antigo está superado. Os pais ainda têm muito a ensinar aos filhos. A cada ano se observa a lição daqueles que conquistaram bens. Antes se ouvia dos filhos perderem as fortunas de pais.
Há filhos que multiplicam a fortuna dos pais. Importante seja que cada vez mais se aprenda todo dia. Quem nem ensinou Sócrates, só sei que nada sei. A humildade de quem aprende com os mais velhos deve transparecer.
Momento complicado
El Niño – O momento atual reflete as mudanças, sejam para melhor ou pior. Vivemos um momento complicado, no que se refere ao clima. Não apenas o El Niño, mas todo o momento atual passa por uma renovação. Temos que repensar certas coisas. Os mais jovens têm de saber respeitar os mais velhos. Assim já era em cultura oriental, africana e indígenas.
Povos originários
Anciãos – Os povos originários têm muito a ensinar. Essa semana estava a falar de Ailton Krenak em aulas – e ver o índio de um modo diferente, é a lição que fica. A dificuldade nos torna mais fortes. Essa semana vivi problemas, mas espero superá-los. Os jovens têm de cuidar no que falam nas redes e respeitar os anciãos.
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