MARIANO SOLTYS: “O SUBMARINO” E A DESCONFIANÇA

FILOSOFIA DO SUL SÃO BENTO DO SUL

Trata-se de uma série turca de fim do mundo, apocalíptica

Por Mariano Soltys, filósofo e professor

Uma série turca de fim do mundo, apocalíptica, em que os personagens são cheios de segredos e mistérios, e que tem no Sol o agente fatal para acabar com a vida na Terra. Nesta, um grupo de cientistas deseja estudar algas, e a missão foi para descobrir petróleo, envolvendo um pai poderoso e uma ex-namorada, o que faz do personagem, pelo ator Kıvanç Tatlıtuğ, alguém que depende de um contexto.

O destaque fica para a atriz de “Força de Mulher”, Özge Özpirinçci, que tem uma personalidade forte e não se deixa levar por poderosos, ou pelos militares que encontra. Desta forma, sobrevivendo ao fim do mundo, o qual acontece apenas durante o dia, quando o Sol brilha, vivem na noite e no fundo do mar, trocando o pequeno submarino de pesquisa, pelo grande submarino militar.

Desafios
Dramas – No submarino aparecem os desafios e dramas da série, cheia de segredos e de loucura, uma vez que alguns personagens começam a ter alucinações. O fato de ter a Bahar nesse personagem que guarda segredos, toda hora buscando seu notebook, bem como parecendo saber de algo que outros não sabem, faz da série uma boa opção, uma vez que a curiosidade leva a se querer saber mais.

Porém, a série esconde muito como ocorreu esse fim de mundo, quem foi responsável, quem sabia, quem sobreviveu e assim por diante. A desconfiança parece sempre estar presente. Todos os personagens guardam segredos, ou têm alguma coisa que revela serem responsáveis, de alguma forma. Uma grande experiência.

Grande conspiração
EstablishmentLembra o filme “Cubo”: as pessoas participavam de forma direta ou indireta, da máquina de morte, mesmo que fosse algo do complexo industrial-militar, de uma grande conspiração e ainda do Estado profundo, tudo de certo establishment.

Sendo a missão do submarino militar, resgatar pessoas como o filho de um poderoso, responsável pelo que ocorreu, além de outros detalhes, que vão sendo revelados pela série, para não maior spoiler. Certo é que não se pode confiar em ninguém, no submarino ou fora dele.

Lembra também a série um livro chamado “O caso dos exploradores da caverna”, lida em curso de Direito em que fiz, quando se tenta refúgio em uma mina. Fato é que em certo momento se lembra de “Walking Dead”, além de que não fica muito claro no final, tendo dúvidas que parecem ser destinadas a uma continuação ou outra temporada, o que por enquanto não existe. Por fim, a série é uma boa opção para ver a Bahar, apesar do fim da personagem não muito satisfatório.

Foto Netflix/Reprodução

WhatsApp – O grupo de WhatsApp do Jornal Edição Digital pode ser acessado aqui.