DIEGO ANDRADE: POR UM BRASIL SOBERANO, DEMOCRÁTICO E JUSTO!

POLITICANDO SÃO BENTO DO SUL

Não podemos aceitar como normais os discursos que estimulam violência, autoritarismo ou ataques às instituições

Por Diego Andrade, professor

As eleições de 2026 serão muito mais do que uma disputa entre nomes e partidos. Serão uma oportunidade para o Brasil decidir que projeto de País deseja construir nos próximos anos. Em 4 de outubro, os brasileiros escolherão presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.

Nesse cenário, precisamos olhar para além das promessas de campanha e dos discursos fáceis. É fundamental observar quais candidatos realmente defendem a democracia, respeitam as instituições, valorizam os direitos humanos e compreendem que a política deve estar a serviço da maioria da população.

Resultado das urnas
Oportunidades – Defender a democracia significa respeitar o resultado das urnas, a Constituição, a liberdade de expressão, a imprensa, o Poder Judiciário e, principalmente, o direito de cada cidadão participar da vida política sem medo. Não podemos aceitar como normal discursos que estimulam violência, autoritarismo ou ataques às instituições democráticas.

Mas democracia não se resume ao direito de votar. Ela também precisa significar dignidade, igualdade de oportunidades, acesso à educação, saúde, moradia, trabalho decente e segurança. Um país verdadeiramente democrático é aquele em que os direitos fundamentais não são privilégios de poucos.

Autonomia
Riquezas – Outro tema que precisa ocupar espaço central nas eleições é a soberania nacional. O Brasil é uma grande nação e precisa ter autonomia para decidir seus próprios caminhos, defender seus interesses econômicos e estratégicos e utilizar suas riquezas em benefício de seu povo. Soberania também significa defender a Amazônia, nossos recursos naturais, nossa indústria, nossa ciência, nossa agricultura e nossas empresas estratégicas.

Ao mesmo tempo, soberania não significa isolamento. O Brasil deve manter relações internacionais baseadas no respeito mútuo, na cooperação e na defesa de seus interesses, sem submissão a qualquer potência estrangeira.

Desigualdades
Desenvolvimento – Também precisamos escolher representantes comprometidos com o combate às desigualdades. Não basta falar em crescimento econômico: é necessário perguntar crescimento para quem? Desenvolvimento precisa gerar emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida, especialmente para aqueles que historicamente ficaram à margem.

Congresso Nacional
Parlamentares – E há uma questão que muitas vezes fica em segundo plano: o Congresso Nacional. A eleição não termina na escolha do presidente. Deputados e senadores terão papel decisivo na aprovação de leis, no orçamento, na fiscalização do governo e na definição dos rumos do País. Em 2026, portanto, será fundamental eleger parlamentares que tenham compromisso com a democracia, os direitos sociais, a soberania nacional e os interesses da população.

Baixa renovação
Trajetórias – As eleições deste ano também acontecem em um cenário de baixa renovação: cerca de 70% dos candidatos já disputaram eleições anteriores, segundo levantamento divulgado em 17 de agosto. Isso torna ainda mais importante avaliar trajetórias, posições e compromissos, em vez de votar apenas em nomes conhecidos.

No fim, a escolha é do eleitor. Mas uma coisa precisa ser lembrada: voto não é apenas preferência pessoal; é uma decisão sobre o futuro coletivo.

Direitos humanos
Justiça social – Que em 2026 prevaleçam aqueles que defendem a democracia contra o autoritarismo, os direitos humanos contra o ódio, a soberania contra a submissão, a justiça social contra a desigualdade e o diálogo contra a violência política.

Que prevaleçam candidatos que entendam que governar e representar o povo não é exercer poder sobre a sociedade, mas colocar o poder público a serviço dela. Em 2026, que o Brasil escolha mais democracia, mais soberania, mais direitos e mais justiça social.

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