COM LINHAS EXCLUSIVAS, CONDOR ALCANÇA R$ 790 MILHÕES DE FATURAMENTO

Economia

Criada há 95 anos, a indústria de São Bento do Sul tem seu carro-chefe na produção de itens para higiene, limpeza e pincéis

Criada há 95 anos, a Condor, indústria de São Bento do Sul que tem seu carro-chefe na produção de itens para higiene, limpeza e pincéis, é a prova de que é possível seguir se modernizando e alcançando novos mercados. Em 2023, a empresa faturou R$ 790 milhões, o melhor resultado já alcançado em sua história. Entre as estratégias está o licenciamento para uso de marcas como Hot Wheels e Barbie, da Mattel, e Disney. 

De origem familiar, a empresa profissionalizou a gestão do negócio e é comandada há 12 anos por Alexandre Wiggers, que começou sua trajetória na Condor como office-boy. “Em 2022, nós vendemos mais de 188 milhões de produtos. Atuamos em seis negócios: limpeza doméstica, profissional, higiene bucal, cuidado pessoal, pintura para construção civil e para artistas e escolar.

Escova de dente
Exposição –
Aliás, o primeiro produto que a Condor fez foi a escova de dente e não vassouras como muitos pensam”, brinca Wiggers, que apresentou a empresa à diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta sexta-feira (16). A Condor expõe no Espaço Indústria, na sede da Fiesc, em Florianópolis. 

A modernização do parque fabril, que conta com duas fábricas em São Bento do Sul e três centros de distribuição, inclui programas de melhoria contínua. “Estamos atentos às novas tecnologias e buscamos automatizar diversos processos, ganhando eficiência e produtividade”, afirma. 

Quase 1,7 mil pessoas trabalham na Condor atualmente. Na pandemia, nenhum colaborador foi desligado, um compromisso assumido pela indústria frente aos desafios impostos pelo cenário. “Santa Catarina é uma fortaleza como indústria. Na pandemia, tivemos velocidade para reagir, e chegamos a contratar mais de 240 pessoas em uma semana para dar conta da produção”, observa Wiggers.

30 países
Vendas –
Com mais de 25 canais de vendas, entre eles, supermercados, farmácias, livrarias, lojas de construção, além dos canais digitais, a Condor chega a todas as cidades do Brasil e exporta para 30 países. 

Muitos itens já são produzidos de forma mais sustentável, destaca o CEO da Condor. “Há 60 anos, a empresa recicla materiais que sobram dos processos produtivos. No ano passado, por exemplo, 36 milhões de garrafas pet foram transformadas em vassoura”, cita Wiggers. Mais de 1,4 milhão de litros de água de chuva são captados e reaproveitados e 200 megawatts/hora são economizados com a automação de sistemas e lâmpadas LED.

Outro programa que enche e executivo de orgulho é o de voluntariado. “É, sem dúvida, uma das iniciativas que mais me encanta. Temos 80 voluntários que, no contraturno, atuam em projetos sociais da nossa comunidade”, frisa. 

Museu
História viva
– A Condor mantém junto a sua fábrica em São Bento do Sul o Museu Augusto Emílio Klimmek que conta um pouco da história da indústria. Inaugurado em 1999, ele é uma homenagem ao fundador da empresa e a todos que passaram na companhia ao longo desses anos.

Além de itens históricos produzidos pela Condor desde 1929, como as primeiras escovas de dente, pentes e vassouras, o museu expõe a primeira prensa para injeção de materiais plásticos, uma máquina importada de Cleveland em 1946. Localizado na R. Augusto Klimmek, 325, centro de São Bento do Sul, o museu é aberto ao público, basta agendar o horário de visitação.

Foto Filipe Scotti/Fiesc

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