Aprendemos a respeitar o que é maior que nós
Por Nicole Fernanda Pillati Pereira,
futura escritora

Amar a natureza não é um favor que fazemos ao mundo. É uma forma de voltar para casa. Quando tocamos a terra, quando sentimos o vento atravessar a pele, o corpo reconhece. Ele lembra que não foi feito de concreto. Foi feito de água, de fogo, de ar. De ciclos.
A natureza não tem pressa, e por isso ensina. Uma árvore não tenta dar fruto antes da hora. Ela espera o inverno, atravessa a poda, aceita a chuva. E quando floresce, não floresce para ser vista. Floresce porque é o seu tempo. Olhar para isso todos os dias nos cura da ansiedade de querer ser tudo agora.
Separação
Esquecimento – Quando amamos a natureza, aprendemos a respeitar o que é maior que nós. Aprendemos que não somos donos; somos parte. Que o rio que corre lá fora corre também dentro de nós, no sangue, na lágrima, no suor. Que se poluímos um, adoecemos o outro. Não existe separação, só esquecimento.
Humildade
Oxigênio – Amar a natureza é também um ato de humildade. Ela não precisa de nós para existir, mas nós precisamos desesperadamente dela. Precisamos da sombra, do fruto, do oxigênio, do silêncio que só uma mata tem. Quando cuidamos dela, não estamos salvando o planeta. Estamos salvando a possibilidade de continuar sendo humanos nele.
Coragem
Recomeçar – E talvez o mais bonito seja isso: a natureza sempre perdoa e recomeça. Onde houve queimada, nasce um broto. Onde houve abandono, a flor rompe o asfalto. Amar a natureza é aprender com ela essa coragem de recomeçar. Todos os dias, sem alarde. Feliz Dia dos Biólogos a todos, como eu, apaixonados pela mãe-natureza!
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