Naquela ocasião, tínhamos estrelas de sobra
Por Mariano Soltys, filósofo e professor

Quando nos lembramos de uma Copa do mundo, geralmente o trauma é refletido de uma Copa anterior. Em 2002 ninguém tinha muita esperança, uma vez que havíamos levado aquele show da França em 1998, o que traumatizou e desacreditou o time. Atualmente, ainda reflete para a Seleção brasileira o 7 x 1 da Alemanha, bem como a falta de uma estrela.
A Argentina tem Messi, que anda deitando e rolando, já Portugal tem Cristiano Ronaldo, mais um gênio da bola. O Brasil tenta ainda restaurar a Neymar, mas Viny anda fazendo o serviço e levando o time nas costas, enquanto não retorna o atacante em recuperação médica.
Nível elevadíssimo
“Bruxo” – Na Copa de 2002 tínhamos estrelas de sobra, e se falava mesmo em seleção de estrelas. Não apenas o Ronaldo fenômeno, mas também outros jogadores, todos eram de um nível elevadíssimo de técnica e genialidade. Cafú, Roque Júnior, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho (“Bruxo”), Kaká, Denilson, Rivaldo, Luizão e outros. Havia um bom goleiro de pênaltis, o Dida; havia um goleiro genial de cobrança de faltas, o Rogério Ceni; e havia o técnico Felipão.
Até o Kajuru falou que na época haviam despedido Felipão, e depois acabaram levando para a Copa. Teve aquela polêmica de Ronaldo na final, e tudo parecia demorar a acontecer, mas aconteceu em 2002.
Gols espetaculares
Livro – Depois de 1998 ninguém gostava tanto do time, e a mídia criticava muito o time. Rivaldo jogava demais, e os dois Ronaldos resolviam com gols espetaculares. Foi nosso último título.
O jornalista Kajuru tratava de uma série de polêmicas da época, em seu livro, com boas entrevistas, como a de Romário, que criticou algumas coisas naquele tempo, como a sua ausência na Copa de 2002. Felipão foi muito criticado por não levar Romário e acharam assim que perderia a copa – e ganhou.
Mata-mata
Carta na manga – Dessa vez bem fez o treinador em levar a Neymar. O moral do time foi fortalecido, e a torcida terá essa carta na manga para os jogos chaves a que disputar a seleção.
Não bem contra a Escócia, mas na fase de mata-mata será necessário a ação de Viny e de Neymar, bem como de alguns elementos-surpresa que façam os gols necessários ao avanço do time. Mesmo um bom goleiro como Vozinha pode desequilibrar uma partida.
Pessimismo
Superação – Notamos que na atual Copa, assim como em 2002, é possível superar o pessimismo e ganhar partidas, tendo jogadores que podem desequilibrar, mas agora tendo de trabalhar mais o coletivo. Fato é que não se pode perder antes da hora, e que o desafio vem mais da dificuldade, assim como dizia filósofo alemão Nietzsche, que o que não nos mata, fortalece.
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