Curiosidade: no comércio ninguém fala em alemão
Por Mariano Soltys, filósofo e professor

Por esses dias, estive a passear por Pomerode, a cidade mais alemã do Brasil, que por muitos talvez seja conhecida pelo seu zoológico, além de outros parques, como o da neve, isso sem falar de outros entretenimentos da cidade, tendo destaque um minigolfe. Um esporte de elite, o golfe, numa versão mais acessível, apesar de eu ainda não praticar esse entretenimento, nessa oportunidade. Mas tem outras curiosidades que eu posso falar sobre a bela Pomerode.
Algumas pessoas, quando falam do filósofo, logo pensam em uma pessoa que viaja, mas nos pensamentos. Desde muitos anos venho a construir um sistema filosófico, o qual a inteligência artificial chamou de Pós-existencialismo, e a que eu também, de certo modo, dei o nome de Panlogia. Também desde que casei, passei a viajar mais.
Lista telefônica em papel
Curiosidade – Mas, voltando a Pomerode, o que achei curioso é o fato de existir uma lista telefônica, sim, do comércio da cidade, de vários empreendimentos, ainda em papel. Isso já vem desde 1997, acho, pelo que vi. Aqui havia uma lista, em forma de livro, mas lá percebi haver essa em espécie de revista.
Outra curiosidade é que no comércio ninguém fala em alemão, o que era esperado. A exceção vi certo dia em um restaurante, ali no Centro, mais tradicional. Ainda tenho uma dívida nesse sentido, por não falar a bela língua, mas minha mãe, Edela, certamente sairia a conversar em Pomerode, com os locais e loquazes. Meus avós, Alex e Paula, falavam no Rio, quando em viagem, e assim eram tidos por estrangeiros, apesar de morarem em Mafra.
Pousadas antigas
Joelho de porco – Voltando a Pomerode, existem pousadas antigas que não estão em aplicativos. Também se pode ir além do eixo turístico central, mais visitado, e andar pelo interior, o que revela também belas paisagens e pessoas curiosas. Uma boa opção de comida estava em um café, já na entrada, chamado Gaia, funcional, com ótimo empadão (sem catupiry…). No almoço, estava uma boa opção no calçadão, com um churrasco. Não me atrai pelo tal joelho de porco e nem pelas salsichas.
Avós e netos
Chope – No geral, notei um turismo de avós com seus netos, e assim que falava menos de alemães, a mais de entretenimento de férias escolares, cafés temáticos, etc. Excelente para a criançada. Além disso, tem a cultura alemã, chope e uma culinária rica, com cucas e guloseimas que também possuímos em São Bento do Sul. Oxalá nossa cultura aprenda com o turismo de Pomerode.
Avenidas
Diferente de Gramado – A cidade é de fácil trânsito, não tendo bótons e estacionamentos pagos, além de que se percebe avenidas que levam e voltam, não colocando carros para se prenderem a um local.
Diferente de Gramado, também ninguém fica a vender propriedade coletiva de hotéis, e nem em parques exagerados. Um turismo legal e essencial, o de Pomerode. E no inverno, a cidade mantém um clima agradável, sem frio.
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