Temos os gênios, e de vez em quando eles ressurgem em uma grande obra
Por Mariano Soltys, filósofo e professor

Parece muito distante o time de 1970, em comparação a nossa atual Seleção Brasileira, mas há certos pontos de semelhança, que me fizeram pensar que seremos campeões dessa Copa do Mundo de 2026. Primeiro: Pelé tinha se lesionado em Copa anterior e achavam que ia se aposentar, sendo convocado de última hora. Segundo: o povo já não acreditava tanto no time brasileiro.
Terceiro: nos amistosos, o time teve certa dificuldade, e que dependia de bem mais do que Pelé, como de Gerson, Tostão, Jairzinho, Rivellino, Everaldo, etc. Na série da Copa de 70 se nota muitos fatores que se assemelham ao nosso tempo. Veremos ainda sobre esses ciclos cósmicos, a que filósofos reconheciam, e que parece ser uma história que “se repete”.
Hegel
Dialética – O fenômeno é um tanto fora de nós, mas um tanto dentro nessa relação. Hegel tratava da dialética e da história. Então a história se repete, de tempos em tempos. Talvez pelo Espírito que permeie os fenômenos, talvez por algo que seja ex-temporal, ou mesmo um ser-para-o-outro, além do ser-para-mim. O ser-aí se revela, se desvela nesse processo, que podemos talvez compreender apenas o ilusório que oculta esse processo.
Quando percebemos as semelhanças, que ganhamos a Copa do Mundo do México, bem com a dos EUA, em 1994, agora voltando a ambos os países, numa Copa que une ainda o Canadá, notamos que o Brasil tem grande chance. Havia o sentimento de uma perda, em especial do Maracanaço da Copa de 50, que nos faz lembrar-se do 7×1 para a Alemanha, mas que na época foi para o Uruguai.
Fenômeno
Bruxo – O que importa é que existem ciclos para as coisas, e as Copas do Mundo não seriam diferentes. Claro que a classe das seleções como Brasil, Alemanha, França, Argentina, Uruguai, Espanha, Inglaterra, Bélgica, etc, estão de forma um tanto burguesa nesse esporte, sendo fortes candidatas para a taça.
A Seleção Brasileira não é tanto assim improvável de obter o campeonato. Temos os gênios, e de vez em quando eles ressurgem em uma grande obra, para assim nos presentear com uma arte superior, como dribles de Pelé, Ronaldo, tanto o Fenômeno, quanto o Bruxo, até a grande defesa de Taffarel na Copa de 94. Como estamos nos EUA, a história se repete.
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