Mesmo impedidos pelo Código Civil e pelas leis cristãs, uniram-se
Por Maurélio Machado, Poeteiro de Rua

Quando Givanildo separou-se da mulher Albertina o casal tinha dois filhos, Marcelo e Ricardo e uma filha (a Carolina), que ficaram sob a guarda da mãe.
Givanildo era sargento da Polícia Civil em Florianópolis e alguns anos depois casou-se com Mariana, uma moça simples do litoral.
Do novo casamento um filho, o Vicente e uma filha, a Cristina.
O sargento, após alguns anos, fora promovido a delegado de polícia em Blumenau e por lá exerceu as funções por mais de seis anos.
Na sua militância como delegado foi transferido diversas vezes, Joaçaba, Chapecó, Joinville e finalmente à Florianópolis, quase no final de carreira.
Novidade
Grávida – Os filho Vicente, agora com 22 anos, era funcionário da Prefeitura da capital, e Cristina, 20 anos, tinha uma pequena loja de confecções infantis. Certo dia Vicente comunicou aos pais que tinha conhecido uma moça muito bonita e pretendia apresentá-la e pedir a sua mão em casamento. Informara também que ela estava grávida, motivo pelo qual pretendiam casar-se brevemente.
– Mas Vicente, arguiu o pai: -Os pais dela o conhecem e já sabem da novidade?
– Em parte, pai.
Eles me conhecem de algumas visitas que fiz à casa da moça mas não sabem que está grávida.
Duas semanas depois, marcaram um encontro, almoço de confraternização com os pais e os filhos dos casais num restaurante do Centro.
Sorridente
Encantadora – Givanildo e Mariana, mais os filhos Vicente e Cristina, aguardavam na recepção o casal, pais da noiva. Carolina surgiu na recepção acompanhada dos pais e do irmão, sorridente e encantadora.
– É esta minha noiva Carolina, confirmou Vicente, tomando-a nos braços.
– Deus meu, não… gritara, desesperado Givanildo.
– Albertina, tu não contastes a tua filha?
E Albertina, aos prantos: – Jamais imaginaria que pudesse acontecer!!! Meu deus!!!
Sentaram-se, tensos, nervos à flor da pele, e emocionados contaram a história desconhecida pelos filhos.
Registros de nascimento
Situação – Vicente e Carolina achavam que o nome do pai, Givanildo, era mera coincidência em seus registros de nascimento. Vicente e Carolina eram irmãos paternos… Havia um impedimento legal para que contraíssem matrimônio. Mas Carolina estava grávida…
Seus pais exigiram o rompimento imediato do relacionamento.
Vicente e Carolina não aceitaram a tristonha situação e fugiram na noite seguinte, e, mesmo impedidos pelo Código Civil – e pelas leis cristãs, uniram-se pelo amor que jamais os separou. Tiveram vários filhos e só muitos anos depois os avós conheceram os netos e se conformaram com a situação.
(*História verídica)
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