A gente, assim como a natureza, também tem estações – e a nossa primavera sempre chega
Por Nicole Fernanda Pillati Pereira,
futura escritora

Setembro é o mês da virada. Ele segura a mão do inverno com delicadeza e acena para a primavera com esperança. É um mês ponte, um mês suspiro, onde o tempo parece aprender de novo a ser doce.
Ele se pinta de amarelo, mas não só pelo laço que carrega. Pinta-se de amarelo nos ipês que explodem nas ruas, como pequenas luzes acesas contra o céu. É um amarelo que ri, que ilumina, que diz que a alegria ainda mora nas esquinas.
Verde
Folhas – De repente, tudo fica verde. Não um verde só, mas muitos. O verde musgo que fica para trás, o verde limão das folhas recém-nascidas, o verde profundo do mar que volta a chamar. Setembro é o mês em que a terra se lembra de como se pinta.
O céu de setembro traz um azul que não tínhamos visto há meses. Um azul sem nuvens pesadas, um azul de promessa. E à noite, ele nos devolve o lilás e o rosa do entardecer, cores que demoram mais para ir embora, como se o dia não quisesse acabar.
Estações
Natureza – Setembro, no fim, é um buquê. É a soma de todas as cores que estavam adormecidas. Ele nos mostra que depois de todo cinza, sempre volta a cor. E a gente, assim como a natureza, também tem estações – e a nossa primavera sempre chega.
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