HOSPITAIS JÁ SENTEM PRESSÃO COM AVANÇO DE SÍNDROMES RESPIRATÓRIAS

SÃO BENTO DO SUL

Secretaria de Saúde de São Bento do Sul afirma que índice de vacinação está baixo no município

O avanço antecipado das síndromes respiratórias em Santa Catarina já acende um alerta importante para a rede de saúde pública, que começa a registrar aumento na demanda por atendimentos hospitalares e ocupação de leitos de UTI antes mesmo do início do inverno. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde de São Bento do Sul reforça a necessidade urgente de ampliação da cobertura vacinal contra a gripe, especialmente entre os públicos mais vulneráveis.

Gestantes e crianças
Idosos – No município, os índices de vacinação seguem abaixo do esperado, o que preocupa as autoridades sanitárias. Entre as gestantes, por exemplo, a meta estabelecida é de 683 imunizações, mas até o momento apenas 257 foram realizadas.

A situação também chama atenção no público infantil: das 5.564 crianças previstas, somente 1.012 receberam a dose. Entre os idosos, grupo que apresenta maior risco de complicações, a meta é de 13.743 pessoas, com 5.399 vacinadas até agora.

H3N2
Transmissibilidade – O cenário se torna ainda mais delicado com a circulação já confirmada do vírus Influenza A (H3N2), conhecido por sua alta transmissibilidade. A presença precoce desse agente pode antecipar o período mais crítico das doenças respiratórias, aumentando o risco de agravamentos, internações e, consequentemente, de óbitos, especialmente em grupos de risco com baixa imunização.

A Secretaria de Saúde destaca que a vacina contra a gripe é segura, gratuita e continua sendo a principal estratégia de prevenção contra formas graves da doença. As doses seguem disponíveis em todas as unidades de saúde do município para os grupos prioritários, que incluem idosos, crianças, gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades.

Outras medidas
Higiene – Além da imunização, medidas simples de prevenção seguem sendo recomendadas, como a higienização frequente das mãos, a manutenção de ambientes bem ventilados, a redução de exposição a aglomerações e o uso de máscara por pessoas com sintomas respiratórios.

A orientação é que quem integra os grupos prioritários procure o quanto antes a unidade de saúde mais próxima. A antecipação da vacinação é considerada fundamental para conter o avanço das síndromes respiratórias e evitar um impacto ainda maior sobre o sistema de saúde nos próximos meses.

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