MARIANO SOLTYS: PRECISA-SE DIFERENCIAR ESTADO DE NAÇÃO

FILOSOFIA DO SUL SANTA CATARINA

O governo deve pensar em todos, não em interesses particulares

Por Mariano Soltys,
filósofo e professor

Desde a filosofia de Aristóteles, que via o homem como um animal político, observamos que, cada vez que tratamos do tema, esquecemos um tanto dos mestres do passado. Votamos recentemente, e de uma forma ou de outra, ficamos um tanto indiferentes com o andar do Estado. Primeiro precisa-se diferenciar Estado de Nação.

O Estado tem, segundo alguns, três finalidades: garantir a soberania, manter a ordem e promover o bem-estar social. Também nisso há as formas de governo, como a monarquia, a república, a democracia, a oligarquia e assim por diante. Nação é a realidade que vem antes do Estado, cultural.

Soberania
Bandeiras – Na democracia, o governo é do povo. Esquecemo-nos disso quando delegamos por demais as funções, e não cobramos governantes, sejam de que lados estejam. Esquecemos também da soberania, quando levantamos bandeiras de outros países, arriscando o nosso, ou seus bens, para o estrangeiro. Já a República tem a forma de presidencialismo, ou parlamentarismo, sendo o nosso o primeiro.

República garante que governos possam mudar, diferente da monarquia, que ficariam em uma família. Mas o Brasil era uma potência na monarquia. Esquecemos também que, por muito tempo, houve oligarcas no Brasil, que tinham direito ao voto e mandavam, com seus negócios, no País. Até mesmo para a mulher, o voto feminino, foi uma conquista recente, na história.

Pensadores
Bens e direitos – Desde os pensadores que se pensa em bem comum. Não se trata de algo comum, no sentido de simples, mas para todos. O governo deve pensar em todos, não em interesses particulares. Mesmo em uma posição mais liberal, deve se pensar no bem-estar social, uma vez que não se deve ampliar a pobreza, pelo governo. Mas, voltando à cidadania, esta é relacionada à cidade, que pela Grécia Antiga era a polis, palavra que pode relacionar também com política.

Havia as cidades-estados. Thomas Hobbes via um Leviatã na questão do Estado, assim um monstro bíblico. Devemos ver de forma mais otimista, uma vez que não apenas pagamos impostos, mas usufruímos do Estado, seja por aposentadoria, saúde pública, escola pública, entre outros bens e direitos. Para o filósofo alemão Hegel, o Estado vem antes que o indivíduo. Isso tudo pode ser perigoso.

Sociedade
Problema – O problema é o Estado manter a desigualdade, o que pode retirar sua função social, como a de impostos, que deveriam retornar para a população, não apenas serem arrecadados e de nada servirem. Por fim, não devemos nos esquecer das lições da história e de que tudo isso serve ao coletivo, e que não somos feras isoladas, mas vivemos em sociedade.

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